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segunda-feira, 6 de agosto de 2012


JOSIELLE

Josielle, a menina,
Largou a TV
Largou o DVD
Largou computador
Foi tomar chá 
Deixou o celular
Deixou o MP3
Deixou o videogame
Queria outra forma
De se entreter
Pegou um livro 
E foi ler
-Sensacional! falou seu pai
Vou ser assim quando eu crescer!

(Com carinho para a minha sobrinha amada)

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

MÃOS DE LUZ

Mão no laríngeo
Outra no frontal
Uma no coração
O timo?! requer atenção!
Os plexos
Solar e umbilical
No chacra raiz
Um tempinho a mais
Um tempinho nos pés
Um tempinho nas mãos
Pulmão, rim, lombar
Também querem uma mão

Mãos de fogo
Mãos de luz
Energias e fluidos universais
Equilibram corpo e alma
Giram força vital
É o Reiki oriental!

Amigos, convido-os a conhecerem a Reflexologia podal (massagem nos pés, terapia em que se pressiona os terminais nervosos nos pés, prevenindo doenças, eliminando dores e tratando doenças).  Instituto Melin (V. Independência). É muito bom!! Fone 3433 9337 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

De ponta-cabeça

A casa estava sempre limpa, apesar da areia do quintal em frente à cozinha e da terra roxa ao redor. Assim como as roupas e o asseio do corpo que a mãe fazia questão de inspecionar e orientar. Ao menos uma vez por semana verificava se havia cascão nas orelhas, nas duas orelhas dos cinco filhos e também no umbigo; cuidava da higiene bucal, via se estava na hora de cortar as unhas, se havia “bicho-de-porco” ou “bicho-de-pé”, vulgo “batata”, nos pés. Ai! Como era prazeroso esse ato de carinho da mãe, com sua agulha de costura, em mãos firmes e atenciosas, cavava um buraquinho na pele, contornando “o bicho- de pé” até extraí-lo com destreza e coragem; dava uma coceirinha gostosa e um alívio no local. Outras vezes, era o estrepe no pé de uma, no pé doutro. Aos domingos, ao raiar o dia, a mãe, Dona Nice, pegava os filhos menores, um a um, enchia de água morna a bacia de alumínio, enganchava a criança em seu quadril e lavava a cabeça, geralmente com sabonete ou sabão. Shampoo era coisa para “gente chique”, da cidade. Às vezes, ela completava a limpeza com folha de babosa. Os cabelos ficavam sedosos. Ocorre que, fosse por hábito ou por compreender que este era o único e melhor método de se lavar a cabeça dos pequenos, para evitar que a espuma infiltrasse nos olhinhos, Silvana se sentia incomodada naquela posição desajeitada: cabeça na bacia, pernas entrelaçadas na cintura da mãe e braços agarrados em seu pescoço. Parecia até uma brincadeira, mas a água e a espuma que escorriam em seus olhos e ouvidos era sinal de tortura ou sufocamento natural. Não entendia por que a mãe precisava carregar todo esse peso em seu colo e fazê-lo desse modo tão complicado. Na ora de penteá-los outro “martírio”. Não usavam creme e os puxões com o pente eram inevitáveis. Apesar desse ritual inquietante, o sol de domingo tinha uma cor, um cheiro no ar e uma vida diferente dos outros dias da semana. Mais bonito, alegre e aconchegante. Isso transparecia no rosto de cada membro da família! Era domingo!! Durante a semana os banhos eram supervisionados pelas irmãs maiores, que iam trocando de água ou jogando-a vagarosamente com um jarro sobre o corpo já ensaboado, na bacia maior. Na hora de dormir lavavam somente os pés. -Cuidado com a corrente de vento. Põe logo a roupa e não saiam lá fora dispoi do banho quente, senão pega resfriado!! –Lembra Dona Nice às crianças. Fazia parte da higiene pessoal das crianças a captura de carrapatos e micuim que se proliferavam pelo pasto e pela mata em determinadas épocas, vindo a pular para o corpo quente das crianças e dos animais. Era um Deus nos acuda: todos com dois ou três carrapatos, quando não, inúmeros. Uma coceirinha gostosa e lá ia Dona Nice com um pano embebido em álcool, temperado com ervas ou não, retirando um a um, para alívio dos pequenos. Os que não pegavam o artrópode tinham inveja dos irmãos que recebiam cuidados especiais da mãe. Achavam que micuim era outro tipo de aracnídeo. Somente na cidade, quando adultos, é que tiveram a grande revelação para espanto e decepção: “o micuim é o filhote do carrapato, sabia, mãe? Ou, o carrapato é pai do micuim?!” –Disseram. Ações cotidianas que demonstravam carinho e afeto uns aos outros. Esses momentos de proximidade física com a mãe eram apreciados pelas crianças. -Abra a boca, menina! Língua pra fora, vamos?! Era a voz forte de Dona Nice, impondo com uma colher goela abaixo o remédio. -Não quero! É muito amargo! -É pro seu bem, Silvana! Qué ficá pelando de febre otra veiz? -Ahhhh, hummmm.....Credo! -Óleo de figo de bacalhau eu não tomo! –Adiantou Arlinda, a outra irmã, já se desviando do olhar de sua mãe. Arlinda conseguiu escapulir do tal remédio “que dava ânsia”, Silvana, não. -Viu, foi rápido e você nem sentiu nada. -Dona Nice dizia isso apertando o nariz de Silvana, para que engolisse o remédio e sem sofrer com o acre sabor. Fazia isso sempre que as crianças se negavam a tomar o remédio. Aprendera com sua mãe e tias e se sentia segura em fazê-lo aos filhos, visto atingir o resultado. A matriarca tratava gripes, tosses, dores de barriga, de ouvido, de garganta e disenteria com ervas medicinais da horta ou doutras espalhadas pela mata, como poejo, hortelã, erva doce, broto de goiaba, alho curtido no limão com sal, canela, cravo, agrião. E quando apertava a gripe Dona Nice recorria ao Sr Taufik, um médico espírita, portador de extrema generosidade, que atendia voluntariamente no bairro Sta. Terezinha. Doava xarope, comprimido para lombriga, e ia dizendo: -Estas vitaminas são para as crianças, leve esse para a senhora também, está muito magra e fraca Dona Nice. Precisa tomar fortificante e descansar de vez em quando. -Mas, como, Seu “Tufí”, se eu tenho tanta coisa pra fazer? E o Aléssio, o senhor sabe, anda com dor nas “cadera”, às vezes no estamo e o reumatismo não larga ele. - E assim o sereno homem ia consolando, curando, ensinando e ouvindo as vicissitudes de cada um e aprendendo também. As filas se perdiam de vista, as crianças aproveitavam para brincar. Todos ganhavam um pão com leite quente enquanto aguardavam sua vez no demorado atendimento. Ninguém reclamava. Não possuíam cabedal para a compra de medicamentos. Agradeciam apenas!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Agradeço a todos que compraram o livro A colecionadora de ovos no site da editora Patuá. Quem desejar lê-lo pode pedir www.editorapatua.com.br, que será entregue em sua casa. 

terça-feira, 26 de junho de 2012


"O VIDA BOA KIDS é um programa do mundo infantil, direcionado a toda a família. Mostra os segredos da infância, favorecendo uma melhor interação entre os pequeninos e os adultos. Veja os horários de exibição do programa, e não perca! • Canal 25 (NET) Domingo 13h Terça-feira 13h30 Quarta-feira 18h30 Quinta-feira 8h30. Inscreva seu filho (a) p/ participar do programa, é muito fácil, basta preencher todos os dados e enviar e-mail para contato@vidaboakids.com.br".
- Parabéns aos alunos do Infantil (3 a 5 anos) e à querida professora e amiga, Viviane, do COC; 
Vida Boa Kids - www.youtube.com


EM MINHAS MÃOS OS BICHOS

Lagarto, lagartixa...
Quando criança eu os pegava na mão
Sem temor, sem frescura
Grilos, gafanhotos, trenzinho, joaninha
Era tudo animação!
Qualquer um em minha mão subia
O galo garnisé, marrecos
E a galinha angola

Crescida, na cidade
Um dia ouvi que perereca
Era medonha e muito fria
Passei a acreditar 
Nesta nova informação
Que ironia!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

                               Professora de HISTÓRIA, Jovenice, a Gil, minha amiga de juventude...
                                 Alunos da 7ª série da EE Maria de Lurdes Cosentino,em Sta Terezinha

                                         Atividade cênica literária...
                                                                                                     Maio de 2012

Abraços à querida e esplêndida professora Gil, aos gestores, funcionários e alunos da 7ª série. Valeuuuuu!!!

terça-feira, 12 de junho de 2012


                                 COMO FOLHA DE COQUEIRO A DESPENCAR


       O olhar parou na única folha seca, quase despencando do alto, próxima ao chão do canteiro da avenida, vinda de um coqueiro de tronco mais grosso. Glaucia no ponto. Espera o primeiro ônibus. O último a deixará na esquina de uma das quatro escolas onde trabalha. “É um trabalho, não um passatempo!”, reflete ela.
Sente-se cansada, nos seus trinta e nove anos, 16 nesta profissão de docente. Cansada, não de uma canseira cotidiana e banal, mas de uma canseira acumulada e que extrapola qualquer entendimento. Apesar disso, notou que as folhas de baixo, as mais velhas, murcharam e pareciam morrer primeiro, mas nem sempre é assim, ponderou. Quando chegaria a vez dela? A própria morte não a incomodava, sabia que iria a qualquer momento, mas estaria pronta para o embarque, sem malas? “Tantas pessoas já pareciam mortas!” 
Em sua maleta – aquela que vinha “paquerando” na loja, cara, mas bonita e prática, agora havia livros, diários de classe, 500 avaliações já corrigidas no final de semana, apagador, biscoito integral, garrafinha d’água, uma banana, os passes de transporte coletivo, lenços descartáveis para a rinite que a atacara nos últimos anos. – Consequência dos sapos que você engole! – ouvia sua terapeuta holística falando precisa pôr pra fora! 
Glaucia, há tempos, jogara tudo para fora. Vamos aos acontecimentos. 
“A porta é serventia da casa!” – dissera, na ocasião, ao aluno Peterson Sidnei quando este a enfrentou com sorriso distraído e irônico.
– Você não sabe distinguir a democracia de uma ditadura! – disse ela, gritando – apesar de que, às vezes, nem eu consigo fazer a distinção! É o poder do povo, da maioria!!!  – continuava gritando e olhando fixamente aquele garoto. 
Não suportando mais:
 –Vou baixar também o nível.  Já baixei – foi em direção a ele, que ria dela.
 Quando ela pôde ver-se não gostou do que viu. Estava sobre ele, com as mãos no pescoço do adolescente, quase deitado sobre a mesa da “mestra”. Ela deu-lhe um xeque. Mate. Sim, era ela. Glaucia, que já havia tentado, noutro ano, outra ideia: passara a seguir um jovem aluno pela sala de aula, caminhando atrás dele e imitando os seus gestos. Durante quase dez minutos susteve a farsa, que acabou quando ele, Fagner, sentou-se em sua cadeira e abaixou a cabeça sobre a carteira.  “Achei que o meu teatro servisse para alguma coisa, oras bolas!” – pensou ela, confusa.
No ponto de ônibus olha agora em direção ao cacho de coquinhos acima das folhas, também seco de um marrom cinza. Murchou antes de amadurecer, ainda em floração. Que estranho, observou ela, o que lhe teria acontecido para pular etapas de maturação? Teria similitude com aquela adolescente de 17 anos, a medíocre Carolina Andreza, a viva-morta antes de frutificar? Mas quanto tempo aquele coqueiro permaneceu florido? Tempo suficiente para acolher abelhas, borboletas, pássaros, formigas ou lagartas?...
 Observa o relógio no pulso, ônibus atrasado de novo. Coça o queixo como de costume, remexe no bolsinho externo da maleta, talvez para disfarçar os olhares de estranhos. Um ônibus?! Não era o seu! Bocejou com os supostos olhares dos passageiros no ônibus que parara e sentiu suas ansiedades e tensões. Mentalizou luz colorida a eles e fez uma oração, afinal tinha tempo ainda. Achou melhor sentar-se, porém o banco de cimento gelado estava quebrado e servia de rampa aos skatistas menos habilidosos, quando o vai e vem nas calçadas diminuía nos finais de semana. 
Na possibilidade do atraso (ela detestava atrasar-se), já via alguns alunos dizendo à porta  “por que veio hoje, dona?” 
“Meu nome é Glaucia, prazer, queridos!” Sentiu-se indigna e vazia, “nem sabem nosso nome, somos apenas Dona, não sou dona de nada, só de meus conhecimentos.”  Lembrou do outro “botar tudo pra fora”: mandou um aluno do supletivo procurar um psicólogo e parar de lero-lero. Este se virou pra frente da sala – até então estava sentado, de costas para ela. Foi chutando carteira, xingando em sua direção e fazendo-lhe ameaças. Ela não reagiu, os colegas o seguraram, estava dopado. Ela não percebera, e na próxima semana a professora iria para casa olhando pra trás a cada dois passos.  “Que sufoco, ufa! Mas o ano letivo estava terminando, ainda bem, refletiu em sua angústia solitária”.
Sua atenção desviava-se agora ao som das andorinhas, em coro afinado. Pareciam tão felizes. As folhas verdes do coqueiro balançavam com a brisa daquela manhã, exceto a que secou; outros coqueiros avizinhavam-se em linha reta, pareciam também animados com a brisa, mas onde estava o bando de andorinhas? Forçou o olhar nas vastas folhas, nada! Se não queriam expor-se, tudo bem, um direito do bando! Concentrou-se a ouvir os seus gorjeios, fascinada. 
– Por que tenho de vê-las? As andorinhas são reais e pronto! Livres! Queria ser igual a elas, não ter de enfrentar os alunos e entristecer-me novamente, salvo as maravilhosas exceções. E o ônibus? Na certa quebrara de novo! 
– E se eu desse meia volta e fosse pra casa, era ali tão pertinho, ai, ai, ai... Aí não terei de almoçar na escola, de marmita, mas... As andorinhas silenciaram-se, para onde foram? 
Pegou o batom da bolsa, passou um pouco nas bochechas, o blush havia acabado. Riu sozinha, disfarçadamente. Voltaram imagens constrangedoras e bizarras do passado. Um dia, ao ser impedida por um adolescente que não era  aluno  de  sua classe de  retornar  a sua sala de aula onde 
desenvolvia um seminário riquíssimo, algo ocorreu. O aluno, com o braço no batente da porta, conversava com um colega lá do fundo, ela pediu licença a ele e, sem ser atendida, radicalizou. Sem raciocinar, usou a única arma que lhe veio à mente: ao ver o braço dele, peludo e bonito, bem à altura de seu rosto, não pensou duas vezes, tacou-lhe os dentes, obrigando-o a retirar o braço da porta, num grito. O latão de lixo foi chutado. Tumulto. Glaucia processou dois alunos por impedirem-na de exercer sua função e desrespeitarem o seu direito de ir e vir. Pôs no B.O tudo que pôde.
E ainda, imagens de começo de carreira invadiram suas lembranças. Numa aula noturna aproximou-se de um  jovem que  a  vinha incomodando  e  fazendo  ameaças  desde  o  início do ano 
letivo, sentado ao fundo da sala.  Era junho, ela apontou o dedo em riste para ele, sem que os da frente vissem, com um sussurro, discreta, abaixou-se à frente dele e delicadamente o ameaçou, em blefe: 
– Olha! Eu, se fosse você, a partir de hoje iria embora olhando bem pra trás e tomaria cuidado com a sua casa. Você não me conhece e tampouco a quem sou ligada, é um estalo de dedo e já era, sacou, bicho?
 Afastou-se sem testemunhas e continuou a aula. Eduardo Jonathas, branco, arroxeou-se, e as aulas caminharam com destino diferente a partir daí. 
– Tive que apelar, porém, só assim conseguiria trabalhar. Nessas condições, somente os loucos podem realizar proezas impossíveis aos normais, concluía. 
Finalmente o transporte chega. Não era o seu, ainda! – É! O ônibus quebrou de novo mesmo. – Pensava, trêmula, na sala de aula, enquanto lembrava das carteiras novas já com caras de velhas. Que autoridade? Por que não desafiam o governador, o secretário ou o raio que o parta? Quem suporta o barulho? A chamada de presença obrigatória? “um saco!” E pedir, então, por favor, por favor, por favor, a aula toda para desligarem o celular, a música ou blá blá blá blá no ouvido.  Glaucia revive o dia anterior: sentando-se atordoada – raramente sentava – leva as mãos aos ouvidos, põe o protetor auricular “ou talvez eu devesse ouvir música também” e diz a si mesma:
– Quero o silêncio daquelas andorinhas, não quero me transformar no jovem cacho seco do coqueiro, nem no conformismo da maioria.
Pela lista do diário de classe – possuía 18 diários – chamou Jimmy, aquele que nunca era visto com os apetrechos tecnológicos proibidos durante as aulas, só no intervalo, e notando que faltava há mais de uma semana, indagou:
– Onde está o Jimmy? Alguém sabe dele?
– Morreu, Dona. – disse Mônica, a menina de cabelo chapinha, com MP3, e meio indiferente. E completou: – morreu atravessando a estrada. É, Feio! ce não credita, pergunte pro Jesus. – disse olhando cinicamente ao colega do lado. 
– É nada, Dona! O trator caiu em cima dele, não sobrô quase nada, é isso aí!
Assustada, perdida, ainda teve tempo de ouvir uma terceira e quarta opiniões, as de Nádia e as de Kevin Marcel:
– Jimmy não veio porque o pai tá preso, desempregado, o irmão foi espancado e ainda por cima pegou fogo na casa dele. Isso é tudo, professora!
Uma chuvinha miúda recomeça, a professora se espreme num canto, mas teve de abrir a sombrinha colorida. Adorava andar com sombrinha quando chuviscava, “é romântico!”. Mais uns oito minutos passam-se, as preocupações e os temores se fortalecem enquanto encara os ponteiros caminhando atrevidamente. Abre a maleta, pega o antidepressivo e o calmante, atira-os à lixeira umedecida pelos pingos. A chuva diminuíra. Agita a sombrinha rapidamente para as gotas caírem. Fecha-a com delicadeza habitual. Aperta a maleta na mão esquerda, mantendo a sombrinha na direita, vira-se e sai em direção a sua casa. “Vou mudar de profissão, plantar coqueiros, quem sabe!”
Meses depois, ao passar pela Avenida, Glaucia percebe que aquela folha seca quase desprendendo do coqueiro, em frente ao ponto de ônibus, ainda estava lá, segura, firme, ligada ao tronco do coqueiro, uma fortaleza. 
–É realmente incrível! Como pode?!
              


Este conto foi recentemente premiado no XXXVII  Concurso de contos da ANE (Associação Nacional de Escritores). Fico feliz em compartilhá-lo com vocês.
Uma homenagem aos professores batalhadores e aos alunos que um dia ou  muitos dias perturbaram minha vida.