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segunda-feira, 2 de maio de 2011

O Núcleo de Cultura da Unimep e o Grupo Andaime tem o prazer de convidá-lo
para abertura da exposição:
ANDAIME TEATRO UNIMEP - 25 ANOS DE HISTÓRIA.
Uma realização do SESC Piracicaba.
Dia 3 de maio, as 20h,no SESC Piracicaba.Venha comemorar conosco esses 25 anos de existência e resistência!

"ANDAIME TEATRO UNIMEP - 25 ANOS DE HISTÓRIA" 
Instalação criada com objetos de cena e fotos das peças  
 25 anos de teatro; uma bodas de prata para ser comemorada! O
projeto "Andaime Teatro Unimep - 25 Anos de História" propõe destacar a
importância e parte da trajetória desse grupo teatral presente na nossa
cidade e vinculada ao Núcleo Universitário de Cultura da Universidade
Metodista de Piracicaba.

Em "ANDAIME TEATRO UNIMEP - 25 ANOS DE HISTÓRIA" - temos uma instalação
criada pelo cenógrafo paulistano Júlio Dojcsar com objetos de cena e  fotos
das peças. Trata-se de uma exposição de adereços, cenários, figurinos, e fotos das montagens teatrais criadas pelo Grupo ao longo dos seus 25 anos de existência. 

O objetivo é despertar no visitante, ligado ou não às artes cênicas, o
interesse e o fascínio pelos bastidores do mundo teatral. 

Entre os destaques da exposição estão os cenários e figurinos das peças "O
pequenino grão de areia" e "Lugar onde o peixe pára" de Carlos ABC,
premiadas nos Festivais de Jundiaí-SP, Penápolis-SP, Pindamonhangaba-SP,
Ponta Grossa -PR e  Resende-RJ  e os cenários e figurinos, criados por
Márcio Medina, para as peças "Nonoberto Nonemorto" e "Comovento" que foram
premiados nos festivais de Florianópolis-SC,  Blumenau -SC, Pindamonhangaba-
SP, Americana-SP e  Pindamonhangaba-SP.  

HUMOR SEM GRAÇA!


Companheiros de jornada, literária ou não, este texto, de minha autoria, foi publicado no Jornal A Tribuna Piracicabana, no dia 14 de abril. Espero que o aprecie e comentem... Obrigada.
Quero parabenizar a escritora Dirce Ramos de Lima pelo texto “Humor sem graça”, publicado recentemente, neste jornal. A abordagem realizada por ela, reflexiva e consciente, só nos prova o quão urgente se faz um amplo debate sobre a forma e os conteúdos dos programas humorísticos em geral e, de outros programas televisivos ou “internéticos”! Somos todos afetados pela lavagem cerebral, oferecida gratuitamente ou não; a criança, o jovem e todos os demais, independentes da condição social. É claro que, as mulheres, os obesos, os idosos, ou, aqueles que ressaltam alguma diferença do senso comum, são os alvos desse tipo de humor; Sem raciocinar, sem causar mudanças evolutivas, sem demonstrar amor, afeto, sentimentos verdadeiros de generosidade, por exemplo. Predominam o escárnio, o riso fácil e curto, não há mais poesia, encanto, suspense, senso crítico e refinamento.  Dar um risinho forçado e medroso às custas da fragilidade alheia...sentado no sofá, olhar ao seu lado e deparar-se com a esposa, a filha adolescente, um sobrinho pequeno ou um pai já em avançada idade... é no mínimo, desconfortável, diante da telinha. Disfarçar. Se não nos incomodamos mais com isso, é sinal de que algo caminha de mal a pior, dentro e fora de nós. É a banalização da violência, da desonestidade, da perversidade, é o distanciamento do eu mais profundo. Não vejo televisão há um bom tempo, mas, nas raras vezes, sempre me deparo com situações desgastantes. Como mulher, sinto que, cada vez mais, temos menos valor, mais expostas a zombarias, chacotas, piadas preconceituosas. Quem não sabe fazer humor com inteligência e sensibilidade, não o faça. Todos deveriam expor suas opiniões e sentimentos relativos a esse assunto, a manifestação ainda é uma arma valiosa!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Espetáculo teatral Lugar onde o peixe para!!

Dia 29 de abril, no teatro Unimep, às 20h30. Não perca! Grupo ANDAIME DE TEATRO UNIMEP, Direção CARLOS ABC.
10 reais inteira e 5 reais meia.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Criação

Parir um conto
Gerar uma poesia
Fecundar uma crônica.
As palavras, poucas
Rolavam em minha boca
Uma após a outra
Aí, amamentei um romance
Que, de tão fecundo , longo e real
Tornou-me ele imortal
Não mais imortal que a poesia.
Poetei, amei, fecundei
Gerei, pari, amei, amei,
Vi crescer
Amei, deixei, romanceei
Não vi morrer.
Rolei as palavras
Entre aspas, reinventei.


quinta-feira, 31 de março de 2011

(Reflexão sobre a peça Lugar onde o peixe para, apresentada pelo Grupo de Teatro Andaime, Unimep, Piracicaba)

A peça por Dora e Deleise  (Publicada em 18/07/08) )

            O mundo de Dora e Deleise, irmãs do Denirso, filhos de Nerso e Romirda, morando na zona ribeirinha de Piracicaba, se situa bem perto de nós, nas nossas reminiscências da infância. Ingênuas num mundo de assombrações e medos, vendo o sofrimento e a sisudez dos adultos, que ora as ameaça com a “Inhala seca” e com o “turco que come criança”, uma acolhe a outra naturalmente. Deleise, a menor, disputa com Dora pela posse da boneca de sabugo de milho, por ter perdido a sua e tem de se submeter à regra “que se perdeu fica sem”, o que Dora já conhece. Brigam e brincam nesse mundo de pais severos, autoritários e rudes e do trabalho familiar; mas Dora defende a irmã quando outra menina lhe bate, fazendo a vez de irmã mais velha e protegendo a menor. Estão se socializando nas brincadeiras, precisam de mais gente para brincar de roda e de passa-passa bom barqueiro, mas brigam. Vez por outra levam puxadas de orelha e tapas na bunda, por corretivos da mãe. As relações sociais ainda são difíceis e causam conflitos.
           Ainda que Dora cuide da Deleise, esta não “pode” ser mãe no lugar dela e não vai deixar, a boneca é dela, a irmãzinha é só tia. Que ache a sua boneca que perdeu, se vire e deixe de ser desleixada. Dora ainda se mantém egocêntrica naquele pequeno mundo, corrige Deleise como a Romirda e a defende sem perder seu espaço familiar, a de irmã mais velha, e vão crescendo mutuamente.
            Enquanto trabalham, ralando milho brigam, brincam e conversam com a mãe. Deleise ainda não sabe ralar, passa o ralo no milho e não o contrário. Dora a corrige, mas é ingênua também. Não percebe a seriedade da ausência do irmão Denirso, morto pelo rio, enquanto entretém com a sua boneca em seu colo, dando papinha com a sua colher. Seu mundo de faz-de-conta espelha seu sonho, vai ser mãe ou pode ser mãe como a Romirda.
            Na procissão e oração na sua casa, as meninas ajoelham-se na frente do altar rústico, mas a mais nova aconchega no colo da mais velha e dormem uma por sobre a outra, alheias àquele povo todo ali. O que aconteceu? Não aguentam ficar acordadas e as vizinhas levam-nas para dormir no quarto. Levantam sonolentas. Até Dora vai cambaleando. Ainda não podem acordar para este mundo dos adultos, além da boneca de sabugo de milho, não podem suportar a imensa dor de Romirda e Nerso. Por certo vão perguntar pelo Denirso nos dias seguintes. O mundo não pode ser tão ruim! “O hóme morreu, manhê?”, pergunta Deleise numa das histórias da mãe, enquanto rala o milho. Para a sua consciência infantil a morte ainda é um tabu. Depois de todas as estórias, contadas e cantadas, o mundo mudou, apesar do rio dar margem ao novo mundo e ao recomeço do mito daquelas cinderelas caboclas (nascer, crescer, casar e ter filhos) e como diz o Nerso “até Deleise já casô”.
            Os adultos, para proteger as crianças de cair no rio ou acidentes no mato, contam histórias despertando seus medos primitivos como a da Inhala Seca, a do turco-que-come criança e de outras. O medo é algo real para ambas e o dividem com cumplicidade em seu mundo ingênuo. Os adultos em seus medos crescidos, protegem-se com orações das doenças, do mau olhado, de quebranto, da falta de peixe, da colheita ruim, com rituais como a procissão para o divino, a vassoura detrás da porta ou como o garfo na vassoura; e voltam a ser crianças na beira do rio, a conversar, a brincar, a inventar um mundo para si e para os outros. Enquanto o peixe não vem na ponta do anzol, pescam os retalhos de suas vidas borbulhantes no inconsciente, longe do falar rebuscado da palavra escrita, as palavras e histórias saem ao acaso e num causo e se entende pelos gestos e piscar “do zóio”. Vêm as superstições, a solidariedade, os acontecidos com a vizinhança e as discussões de caipira, que ameaça, mas não corta os laços com o compadre. Amizade de pescador é coisa séria.
Nhá Dita, que brigou com Romirda, é quem a ampara na dor pela perda do filho primogênito e quando diz ao Nerso “o que vai sê de nói!”, ele a entrega a Nhá Dita, que a consola e a tira de cena. A morte rompeu um padrão, quebrou a resistência e o segredo da pamonha amarelinha. Romirda contaria a nhá Dita o segredo agora ou mandaria a vizinha pôr uma fitinha vermelha no cabo da panela?! Ficaram mais solidários e cooperativos. (Quem vai vender as pamonhas?). O amor de mãe ainda está ligado ao filho que a ampararia. O homem é o provedor do lar. As meninas são companheiras, mas se casarão e vivem em seu mundo, como se dizia: criança não sabe nada. Não sabe ou não devem saber?! Entre esses padrões preconcebidos, Dora, já quase-mulherzinha se relaciona com a irmã “bobinha”. É mais esperta e tem “responsabilidade” por Deleise, a quer ensinar: “eu falei prela manhê”. Deleise não compete com Dora, é sensível e está na idade da razão. Denirso, cheio de fogo e de rebeldia, é agora apenas uma vela que se apaga nas mãos do pai e ninguém mais esquece, vira lenda e peça de teatro.  
(Agradecimentos em particular a minha eterna “Dora”, que me ajudou na correção)        
                                           Camilo Irineu Quartarollo – Escritor e escrevente!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Parabéns às MARIAS (Gabriela Elias e Marina Henrique) e grupo Coletivo Estalo!

Convidamos para a apresentação do espetáculo Marias, que acontecerá nos dias 01,02 e 03 de Abril sempre as 20h00 no Salão da Escola Waldor Novalis, na Rua Otília Teodoro, 171, bairro Monte Alegre. Piracicaba/SP.
R$ 10,00/ R$5,00 meia.
Apreciem e divulguem.
 
E nos dias 05 e 06 de abril "MARIAS" no FESTIVAL DE CURITIBA na CASA HOffMAN!!!!! divulguem!!!!!!!OffMAN!!

sábado, 26 de março de 2011


Caminhantes, o caminho não existe. O caminho se faz ao caminhar! (Ditado popular espanhol).